
TAPAC-PE [Teste de Avaliação da Produção de Consoantes do Português Europeu]
Projecto PRAXIS/PCSH/C/CLC/125/96, Avaliação psicolinguística de indivíduos com diagnóstico de fenda palatina ou fenda lábio-palatina (1998-2001). Fundação da Universidade de Lisboa - Laboratório de Psicolinguística (FLUL).


Projecto PRAXIS/P/LIN/13011/1998, Produção de Materiais de Apoio ao Ensino da Língua Gestual Portuguesa, (1999-2001). / Support materials for teaching Portuguese Sign Language Laboratório de Psicolinguística, Fundação da Universidade de Lisboa – FCT, PRAXIS (1998-2001). Colaboração da Associação Portuguesa de Surdos. 3º prémio do Concurso Nacional de Software Microsoft, na área de Educação (2002), (3 CDs: a Casa, o Corpo, o Mundo).
Informação brevemente disponível.
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Faria, Isabel Hub e Falé, Isabel (org). 2001. Fendas Palatinas: estudo multidisciplinar. Projecto PRAXIS/PCSH/C/CLC/125/96. Lisboa: Edições Colibri – Laboratório de Psicolinguística da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. ISBN 972-772-281-4. [contém CD com o teste TAPAC-PE] - [Índice]
Correia, D. (2003). Passivas e Pseudo-Passivas em Português Europeu - Produção Provocada e Compreensão. Dissertação de Mestrado em Linguística Aplicada. Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa. [PDF]
Luegi, P. (2006). O Registo do Movimento dos Olhos durante a Leitura de Textos. Tese de mestrado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. [PDF]
O Laboratório de Psicolinguística tem, desde 2003, um equipamento que permite registar o movimento dos olhos durante a leitura de textos ou o visionamento de imagens num ecrã de computador. Este equipamento foi adquirido com o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian.
O modelo actualmente utilizado é o R6-HS da ASL – Applied Science Laboratories, um sistema remoto, de registo pupilar e corneano, em que a câmara de registo se coloca, aproximadamente, a 60 centímetros do informante, por baixo do ecrã de apresentação dos estímulos. Tem uma acuidade de 0,5º e uma velocidade de registo de 160 Hz, 240 Hz ou 360 Hz.
Para além do software de gravação, a ASL desenvolveu e disponibiliza, juntamente com o equipamento, software de análise. Para apresentação e controlo dos estímulos, com o equipamento de registo do movimento dos olhos, utilizamos o programa E-Prime, que permite não só controlar a apresentação dos estímulos como também, comunicando com o equipamento de registo, iniciar e terminar a gravação de dados.
Com o equipamento de registo dos movimentos oculares têm sido realizados sobretudo estudos de processamento da leitura e de processamento visual de imagens.
Informação brevemente disponível.
Responsável: Isabel Hub Faria
Local de execução: Laboratório de Psicolinguística da FLUL
Com o apoio da FLUL, demos início em 2001, no âmbito do Laboratório de Psicolinguística, à planificação de um estudo sobre associação de palavras em Português Europeu (PE), a desenvolver ao longo de vários anos, em função da disponibilidade de alunos de graduação e de pós-graduação para integrar uma pequena equipa de elaboração de listas de palavras-estímulo e respectiva aplicação às populações-alvo, sujeitos nativos e não nativos do PE.
Durante muitos anos, em diversos países, a motivação para a realização de estudos de associações de palavras com base na recolha de grandes amostras partia do pressuposto de que as associações forneceriam informação directa sobre a forma como a memória semântica se encontraria estruturada, ou sobre a natureza dos processos cognitivos implicados.
Independentemente da evolução registada nos estudos mais recentes, é inegável que a relação de associação é um dos princípios básicos da aprendizagem e da memória em geral, e é um facto que alguns aspectos qualitativos da estrutura da memória semântica podem resultar de análises detalhadas de dados recolhidos em situações experimentais de associação de palavras e podem revelar relações de força de diferentes graus na organização individual das redes semânticas.
Contudo, sabe-se que a força associativa revela algo mais do que relações entre conceitos. Subjacente às associações ditas ‘fortes’, encontramos aspectos que derivam da frequência da palavra no contexto de uso de cada sujeito, bem como da co-ocorrência de pares de palavras, ‘combinatórias’ ou mesmo expressões mais ou menos ‘fixas’ na língua, a nível intra e intersintagmático.
Esta perspectiva permite considerar as palavras simultaneamente no plano semântico e sintagmático, estando frequentemente os pares mais fortemente associados ligados a expressões onde ambos os termos ocorrem. Estudos de corpora têm revelado que palavras associadas têm também uma probabilidade alta de co-ocorrerem (cf. Spence e Owens, 1990; Moss, Ostrin, Tyler e Marslen-Wilson, 1995).
Por outro lado, numa língua morfologicamente rica como é o caso do Português, os princípios condicionadores da associação entre palavras não podem deixar de considerar a estrutura morfológica do léxico como um dos factores a controlar na organização dos materiais a utilizar como estímulos e na operacionalização das experiências.
O CLUL tem realizado, ao longo dos últimos anos, trabalho rigoroso sobre combinatórias do PE, apontando para relações que produzem 'efeito de frequência' sobre os falantes e que convém comparar com o efeito produzido pelas associações fortes.
Parece-nos que, independentemente da capacidade das equipas de investigação virem progressivamente a alargar a amostra, disponibilizamos, desde já, as tabelas percentuais dadas por cem informantes.
Colaboraram na recolha e tratamento dos presentes dados Cláudia Pereira, Carla Taborda e Carla Viana.
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